Monster Hunter: World

Monster Hunter: World tem grande potencial no modo multiplayer

A Capcom disponibilizou a beta de Monster Hunter: World de 9 a 12 de dezembro para usuários do PlayStation 4, liberando três missões para que os fãs pudessem sentir um gostinho do que está por vir em 26 de janeiro de 2018, quando a versão completa será lançada.

World marca o retorno série aos consoles depois de um grande período com foco em títulos para dispositivos portáteis como o Nintendo 3DS e isso não poderia acontecer em melhor hora.

Com a oportunidade de recriar caçadas em escalas totalmente diferentes, Monster Hunter: World mostrou que tem muito potencial pra agradar fãs de longa data e atrair novos interessados, muito por conta de seu modo co-op.

Multiplayer é a melhor pedida

Monster Hunter: World contou com três missões em sua versão beta, cada uma com um grau de dificuldade para dar uma noção exata dos desafios que teremos pela frente.

Após escolhermos o visual de nosso caçador e do gatinho que lhe dará suporte, temos acesso aos três monstros que escolheremos enfrentar, assim como a forma que buscaremos enfrentá-los no quesito armamentos.

Há uma infinidade de armas, indo de espadas e escudos com mais mobilidade mas menos poder de fogo a machados poderosos, mas que tiram um pouco da sua movimentação. Interessante que algumas delas trabalham sequências que liberam danos elementais.

No meu caso, utilizei a arma pré-determinada, um machado. Ela se transformava numa espada quando apertava o R2, liberando o dano elemental de fogo e ganhando uma mobilidade incrível.

Mas nada disso é tão importante quanto como você escolherá caçar os monstros: em modo single player ou multiplayer. Sim, isso afeta a sua experiência e eu explico o motivo.

Monster Hunter: World

As caçadas podem ser feitas em modo single player, mas em cooperação é muito mais cativante

Você precisa localizar a sua caça buscando as pegadas do monstro, até que carregue uma barra que o levará direto para a batalha. No caminho, há a possibilidade de explorar o cenário, recolhendo itens que o ajudarão a ganhar maior poder de fogo ou recuperar a energia.

As caças possuem o tempo limite de 20 minutos e a melhor forma de conseguir sucesso é com a ajuda de outros caçadores. Das três missões, apenas a primeira consegui realizar sozinho. As outras de maior dificuldade se mostraram praticamente impossíveis de encarar na cara e na coragem.

Você pode buscar salas já criadas ou criar a sua própria, dando um código de acesso caso queira passar para amigos localizarem a jogatina e se juntarem na caçada. Esse processo se mostrou um pouco problemático, já que se houver demora, “forasteiros” podem acabar entrando na sala, forçando você a criar uma nova.

Já dentro da missão, você sente a diferença da experiência multiplayer em relação à solo logo de início. Para mim foi muito mais prazeroso jogar acompanhado, podendo trabalhar em golpes novos nos monstros e ganhando a chance de vencê-los.

Jogabilidade necessita de alguns ajustes

A Capcom está tendo uma ótima oportunidade para expandir a série Monster Hunter, abusando do poder gráfico e ferramentas que os novos consoles e PC’s de última geração oferecem para criar uma ambiente grandioso, cheio de desafios.

Na versão beta do game, pude observar que os locais recriados para as caçadas são extremamente detalhados. O que mais gostei foi a passagem de tempo enquanto eu lutava arduamente contra um dos monstros (o de nível intermediário e couraça de pedra). A batalha foi iniciada enquanto o dia estava claro, passando pelo fim da tarde e um céu alaranjado belíssimo, até cair no luar da noite.

Apesar de toda essa beleza, me estranhou em ver monstros voadores à distância com uma queda de frame rate absurda, me lembrando o movimento dos torcedores nas arquibancadas dos saudosos jogos da franquia de futebol Winning Eleven. Algo que precisa ser revisto pela desenvolvedora, pois tira um pouco do brilho do que tem potencial para ser perfeito.

No quesito dos combates, as mecânicas dão um pouco de sustos no início, mas é fácil de se acostumar. Você pode treinar alguns combos de golpes antes de partir para a missão, numa área de treino dedicada apenas a isso. As armas geralmente possuem duas formas, que podem ser trocadas apertando o botão R2 do controle (no PS4). Com os direcionais, é possível selecionar algumas ações de escolhas de itens para subir seu poder de ataque, melhorar a defesa ou se recuperar após receber ataques (o mais importante, né?).

Explorar o cenário é importante em Monster Hunter: World. Quando encontrei locais mais altos, subi e pulei em cima das costas dos monstros, podendo desferir golpes até cansá-lo. Nessa parte, você precisa apertar um botão para atacar e segurar outro para não ser jogado para longe pelo monstro, tudo aparecendo na tela no momento em que o comando precisar ser realizado. Os jogadores podem caminhar por partes específicas para buscar um dano maior nos golpes. A Capcom poderia melhorar a questão de escalar alguns locais, como árvores, ajudando a ter mais opções para golpear os inimigos.

É possível obter a ajuda de outros monstros que se sintam ameaçados pelo monstro que está sendo caçado. Na missão mais difícil, a aparição de um dragão voador praticamente salvou o dia. Eu e os outros três caçadores nos aproximamos com cuidado para não sermos pego na briga de gente grande. Completamos a quest com mais de 19 minutos, quase no limite. 

Não há barra de energia dos monstros para mostrar como está o avanço no combate. É necessário observas certo sinais de que você está causando desconforto ao inimigo. Sempre que ele fugir para algum lugar e demonstrar que está mancando, será a deixa para mostrar que você está no caminho correto.

Muito potencial para ser um jogão

Foram apenas três missões, mas que serviram para provar que Monster Hunter: World tem muito potencial para cativar jogadores que adoram partidas cooperativas. Certamente teremos monstros mais desafiadores e estratégias terão que ser montadas para abatê-los no tempo pré-determinado.

Os gráficos belíssimos são um plus atrativo, mas a experiência de poder juntar amigos para caçadas grandiosas é o que mais deve atrair os jogadores para o mais novo capítulo da franquia.

Essa é a grande chance da série finalmente fazer sucesso no mercado ocidental, assim como é no Japão, onde vende que nem água. Certamente Monster Hunter: World brigará para ser um dos grandes jogos de 2018.

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