Link em Breath Of the Wild

The Legend of Zelda: Breath Of The Wild é a obra-prima que renasce a Nintendo

Um dos jogos que mais marcaram a minha vida foi The Legend of Zelda:  Ocarina Of Time. Quando eu era apenas uma criança e não entendia quase nada de inglês, o game se tornou um material didático que me iniciou no idioma, além de me apresentar a um universo encantador e cativante. Quando Shigeru Miyamoto e outros desenvolvedores falaram que The Legend Of Zelda: Breath Of The Wild seria tão grandioso – senão mais – do que o clássico do Nintendo 64, fique com um pé atrás sobre o título que chegaria ao Wii U e posteriormente ao Switch.

Com o jogo em mãos, posso dizer que as definições de perfeição que se aplicaram a Ocarina Of Time também podem ser facilmente colocadas em Breath Of The Wild. A escolha da Nintendo para o título inaugurar o seu novo console foi perfeita e ambos mostraram todo o seu potencial logo de cara.

A aventura mostra uma Hyrule destruída após Link, Zelda e os quatro campeões serem derrotados por Calamity Ganon, uma entidade de ódio puro que conseguiu controlar as quatro Bestas Divinas e os Guardiões, matando seus rivais e deixando Link entre a vida e a morte. Para se recuperar, Zelda o coloca em estado de sono profundo numa câmara para se retornar 100 anos depois e salvar o mundo. Esse é o ponto de partida de Breath Of The Wild.

Sem memórias, Link precisa reaprender a história e a sobreviver sozinho. O novo Zelda consegue pegar diversos elementos de outros jogos de RPG e, com maestria, os coloca a favor de si. O herói precisa pegar comida na vasta região de Hyrule, Deserto Gerudo, Zora Domain, Vilarejo Rito, Cidade Goron e outros pontos.

Combinar itens é essencial para se dar bem. Você pode aumentar seu poder de ataque, defesa, velocidade e até modo silencioso com apenas uma simples refeição. O fato de sobrevivência não se resume a apenas isso. Ir a locais com a temperatura negativa ou com temperaturas muito elevadas podem ser fatais.

A exploração do vasto território que a Nintendo nos concedeu é uma das grandes maravilhas de Breath Of The Wild. Os puzzles criados para as dezenas de templos em sua maioria não são difíceis de resolver, mas não há o que reclamar. Eles são importantes para conseguir aumentar a quantidade de corações e também da energia de Link para escalar locais ou voar com o paraquedas.

Visual estonteante e jogabilidade perfeita

Quem está acostumado com The Legend Of Zelda não sentirá dificuldades em se acostumar com os comandos. Tudo está lá como sempre foi e de forma simples. Link completa ataques com espadas, pedaços de madeiras, lanças e outros tipos de armas, todas com prazo de validade. É sempre bom cuidar do inventário e ter boas espadas, já que cada uma dá um tipo de mobilidade ao herói.

Escudos e arcos também não são eternos, aumentando um pouco mais a dificuldade na hora de ir para cima de inimigos mais fortes ou em grande quantidade. Correr sempre é uma opção quando as coisas não estiverem saindo como planejado.

A passagem do tempo é linda. É magnífico ter a chance de presenciar um visual tão estonteante como em Breath Of The Wild. Há locais que não dá para fugir da chuva, e as armas e escudos de metal acabam atraindo eletricidade, tornando-se um perigo enorme para Link. Tudo é uma questão de sobrevivência em Breath  Of The Wild.

Puzzles das Bestas e chefes

Encontrar uma Besta Divina me deu um frio na barriga. As quatro armas necessárias para derrotar Ganon possuem um visual colossal, que por um momento me relembraram de Shadow Of The Colossus. Aqui não temos que escalar os gigantes e destruí-los, mas sim recuperar o controle deles.

É necessário passar por puzzles para reativar todos os terminais e ter a chance de eliminar a influência de Calamity Ganon. Cada Besta traz um chefe no fim e é necessário usar um pouco a cabeça para superá-los. Pessoalmente, minha maior dificuldade foi com o boss da Besta Naboris, do Vale Gerudo.

Após fazer todas as missões principais – incluindo a última, que mostra a necessidade de se fazer os puzzles dos templos e que me fez chorar praticamente – fui para cima de Calamity Ganon. A última batalha é desafiadora e exigirá muito das suas habilidades de combate, tanto de ataque quanto de defesa (principalmente esquiva).

Resolvendo todo o problema, somos agraciados com belos momentos e a certeza de que Breath Of The Wild com certeza será considerado como o jogo do ano, além de marcar o renascimento da Nintendo, que necessita de games como esse para brigar de igual para igual com Microsoft e Sony no mercado de consoles.

Nota: 10

Pontos Positivos

Ótimo enredo
Jogabilidade perfeita
Território vasto
Visual estarrecedor
Diversos Puzzles
Bestas Divinas

Ponto Negativo

Pequena queda de frame rate em certo momento.

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