FIFA 17 traz mudanças drásticas e necessárias em sua jogabilidade

A Eletronic Arts parecia ter perdido a mão com a franquia FIFA. Na edição 2016, os desenvolvedores ficaram perdidos para onde remar e entregaram um jogo totalmente inconsistente em sua jogabilidade. Com muitas falhas técnicas, muitos jogadores colocaram em xeque a capacidade de inovação da franquia. Mas parece que a confiança perdida pode acabar sendo recuperada com FIFA 17.

Com a demonstração disponibilizada durante a semana, pudemos finalmente sentir um pouco do que está por vir nesta nova temporada, que traz como a sua principal mudança a troca do motor gráfico, agora apostando no Frostbite.

Além disso, a EA produziu, pela primeira vez na história do simulador de futebol, um Modo História para adicionar um elemento a mais pelos fanáticos do mundo da bola.

Jogo mais tático e menos corrido

Se com FIFA 16 a principal jogada era lançar a bola em atletas rápidos, a EA resolveu equilibrar um pouco as ações em FIFA 17. Dessa vez, não vai ser fácil sair costurando a marcação para abrir espaços. A defesa está mais firme e consegue ter vantagem sobre os atacantes. Muitas vezes sucumbi na marcação corpo a corpo e fui bem acompanhado  quando tentei ganhar na velocidade.

A troca de passes é essencial para quem quiser se dar bem, mas achei o fundamento muito superficial. Pareceu-me que todos os passes são completados com extrema facilidade e perfeição, o que não vinha ao caso nas últimas edições. Era interessante ver que cada atleta tinha sua peculiaridade e que as dificuldades da vida real foram passadas para o mundo virtual.

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Algo que tenho certeza que todos vão reparar é a melhoria da inteligência artificial dos atletas em relação a movimentação. Eles agora buscam os espaços vazios, como se estivessem lendo a jogada que você pretende fazer. A defesa também nos dá total controle da situação. Está tudo mais manual do que automático, nos obrigando a ficar atento no jogo em tempo integral.

Outra posição que recebeu uma boa melhoria foi a do goleiro. Em FIFA 16, os atletas de ratings baixos até os mais altos contavam com falhas horrendas, que fez muitos jogadores cuspirem fogo e xingamentos nas partidas. Eles não vão falhar como na edição anterior, mas ainda acho que podem melhorar. Em todas as partidas que realizei, percebi que o atacante dificilmente vê o arqueiro defender um chute no mano a mano.

Nas saídas de escanteio e chutes de longa distância, os camisas 1 mostraram estar mais seguros e confiáveis pelo menos.

Grandes mudanças nas jogadas de bola parada

As mudanças mais sentidas para FIFA 17 são nas jogadas de bola parada. O trabalho em cima disso foi drástico e promete muitas dificuldades nos primeiros dias de jogatina. Agora não basta apenas acertar a direção e mandar aquele arco para a área.  Será necessário acertar um ponto entre os jogadores e acertar a movimentação da equipe na confusão nas cobranças de escanteio.

As jogadas de falta passaram pelo mesmo upgrade. Você pode trabalhar a bola na área da mesma forma ou decidir mandar direto ao gol. Nesse meio, há uma mudança na câmera e também a possibilidade de controlar a distância do jogador até a bola. Ao bater a falta direto ao gol, a animação mantém na câmera de batida até a bola chegar praticamente ao seu destino, como se estivéssemos numa transmissão ao vivo.

Os pênaltis prometem dar um show de cobranças perdidas no início. Agora será necessário controlar a direção e precisão por meio das alavancas, além da força com o botão de chute. Achei interessante essa mudança, o que dá mais realismo ao momento.

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Modo História

A EA nos deu a chance de conferir uma pequena parte do Modo História de FIFA 17. Alex Hunter está para disputar o seu primeiro clássico contra o Chelsea e você precisa fazê-lo conseguir cumprir objetivos para impressionar o técnico José Mourinho.

Todo o caminho até chegar esse momento é interessante. Hunter terá uma rivalidade com o seu amigo que já é titular do Manchester United. Com uma qualidade gráfica impressionante, o jogador terá que escolher respostas a algumas perguntas, o que ajudará a subir um medidor de moral com a torcida e moral com o treinador.

Pude mandar bem na partida, marcando o gol da vitória após sair do banco de reservas, além de me sentir como um jovem atleta ao responder às perguntas da repórter após a partida. Você vai poder escolher se será um jogador marrento ou mais humilde e essa liberdade de construir a personalidade de Hunter será um grande atrativo.

Vai valer a pena?

FIFA 17 surpreendeu com as suas mudanças e certamente conseguirá cativar os seus fãs de longa data e recuperar a confiança de quem se decepcionou com FIFA 16. As novidades na jogabilidade foram bem colocadas e algumas atualizações podem arrumar o que ainda necessita de ajustes.

O resultado final tem tudo para satisfazer os que esperam um grande jogo, que não os faça querer parar de jogar para não passar raiva e quebrar controles, por exemplo. A EA tem tudo para entregar um dos melhores FIFAS dos últimos anos.

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