Cheio de dificuldades, Furi faz o jogador usar a inteligência para se dar bem

O estúdio The Game Bakers sempre apostou em Furi, seu jogo de aventura/ação, que chegou ao PlayStation 4 no último mês de julho. Colocado à disposição dos jogadores através dos games gratuitos do mês na PS Plus, os desenvolvedores conseguiram atingir uma grande parte dos donos do console, inclusive a mim. Quando fora anunciado em 2015, Furi me chamou a atenção pelo seu visual cheio de cores vivas e um sistema de batalha interessante.

Ao jogar pela primeira vez, percebi que a premissa dos desenvolvedores foi bem colocada: dar o prazer aos jogadores de se sentirem felizes ao superarem os chefes. Furi certamente é um dos jogos mais difíceis lançados nos últimos anos, me fazendo ter que quebrar a cabeça para armar táticas de combate e saber o momento certo de atacar para me dar bem.

No game, você controla um samurai que está preso, vigiado por guardiões ao qual você enfrentará para conseguir a sua liberdade. Logo no primeiro, a The Game Bakers dá o tutorial necessário para nós conseguirmos dominar os controles. De resto, fica tudo por conta dos jogadores em ver qual o melhor momento para atacar.

Além dos ataques diretos, o samurai também consegue dar tiros com uma pistola ou com um raio mais poderoso. Os jogadores também tem o botão de dodge, facilitando o desvio de alguns ataques. Apesar da simplicidade, não é nada fácil implementar os ataques dentro das batalhas.

Cada vilão conta com um número de barras de energia e a cada uma que você elimina, a dificuldade aumenta para vencer o boss. Então uma coisa é certa: prepare-se para morrer várias vezes.

Demorei um tempinho para melhorar a minha precisão na defesa de golpes do adversário. Esse é o principal recurso que os jogadores contam durante a experiência, já que além de abrir a guarda inimiga, a nossa barra de energia também recarrega. Depois disso, tive um pouco mais de facilidade para avançar na trama, mas não tanta por conta dos novos desafios implementados.

O mal de alguns jogos indie é ter uma história fraca por trás de sua jogabilidade. Em Furi, você é jogado direto na tentativa de fuga do samurai, que recebe a ajuda de um coelho gigante, que na minha cabeça é apenas um fruto da imaginação do protagonista.

furi_fight

É um pouco decepcionante não poder explorar o cenário estonteante do game, que apesar de não contar com gráficos super realistas dos games AAA, traz uma bela identificação com seu visual colorido e cheio de cores fortes. O jogador é colocado diretamente nas batalhas contra os chefes, podendo apenas caminhar até o local indicado ou nem isso, apenas apertar um botão e deixar o “piloto automático” fazer isso.

Nada disso tira o brilho do jogo e a The Game Bakers trabalhou muito bem na criação de chefes, desde o seu design (levando em conta a cultura japonesa de vilões com exageros) até a construção técnica de combate de cada um deles. Cada um possui uma característica, fazendo com que o jogador nunca esteja numa posição confortável.

Veredicto

Furi traz os jogadores de volta ao passado, quando os títulos exigiam um esforço a mais para conseguir “zerar” a história e ter aquele gostinho de “sou demais” na boca.

Mesmo que o enredo seja um pouco confuso, a premissa de criar chefes complicados de serem batidos tornou a experiência muito boa. Aliada a isso, a construção dos personagens – sempre com um ar filosófico – foi o grande trunfo do game de aventura e ação.

Furi agradará aqueles jogadores que buscam um grande desafio, passando horas do dia para conseguir vencer seus inimigos e que não ligam de morrer muitas vezes até atingir o objetivo.

Nota: 7,5

+ Jogabilidade inteligente
+ Chefes muito bem construídos
+ Visual bem convidativo
+ Dificuldade desafiadora
– Enredo confuso
– Falta de exploração nos cenários

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