O impacto de The Legend of Zelda – Ocarina of Time para sua geração

Em 1998, a Nintendo trouxe para o mercado, pelas mãos de Shigeru Miyamoto, o jogo que mudaria a indústria de games e impactaria toda uma geração. The Legend of Zelda – Ocarina of Time não foi apenas brilhante pela sua história envolvente e original, sua trilha sonora emotiva e sua jogabilidade inovadora, mas também pelo seu pioneirismo na forma de contar histórias, trazendo elementos em um roteiro quase cinematográfico que garantiu uma verdadeira devoção de crianças e jovens da época.

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Ocarina of Time, lançado originalmente para o Nintendo 64 e depois para 3DS, foi um marco para sua geração e até hoje é considerado por muitos o melhor jogo da história. Novamente, Link é a reencarnação do herói do tempo e deve salvar a princesa Zelda do vilão Ganondorf, que planeja transformar o mundo em um local inóspito e cheio de sombras. O personagem sai em aventura pelo mundo de Hyrule e para encontrar Zelda, deve explorá-lo, encontrar novos personagens, conhecer vilas e ser desafiado por grandes labirintos temáticos. O game trouxe o sistema target lock system, novidade para a época e que rapidamente se tornou item indispensável em jogos de aventuras tridimensionais. A jogabilidade é inspirada em um curioso instrumento musical, a ocarina. Com ela, Link descobre melodias que o permitem que ele se teletransporte pelos ambientes, adentre locais sagrados na história e ainda chamar sua simpática égua, Epona. Outro ponto interessante é a possibilidade de alterar o espaço tempo com suas ações, já que Link pode voltar e avançar no tempo, tornando-se adulto ou criança, para mudar situações e inconvenientes em sua aventura. Simplesmente genial.

Forest Temple podia ser visitado como criança e adulto.

Forest Temple pode ser visitado como criança e adulto.

Eu lembro exatamente do meu primeiro contato com o game. Um amigo do bairro, que estudava na mesma escola que eu, havia comprado o cartucho e me avisou para passar na casa dele para jogarmos a novidade. Ficamos absolutamente maravilhados com o mundo aberto de Hyrule. Zerar o jogo na época não foi tarefa fácil para garotos de nove e dez anos que não falavam inglês. Sem detonados e dicas disponíveis a exaustão como hoje, perdíamos horas ou até dias, em alguns casos, com partes que simplesmente não sabíamos como passar. Algo impensável para os moleques de hoje, mas que criava uma verdadeira devoção pelo jogo que nos divertia e desafiava a cada nova dungeon. O jogo era tão bom que quando finalmente zeramos, ficamos com aquele vazio existencial sem saber o que fazer das nossas vidas após terminar aquela obra prima. Após alguns minutos de depressão a solução, claro, foi começar novamente e zerar outra vez.

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Possível remake com a tecnologia atual

Um fã recriou o cenário de Kakariko Village com a tecnologia Unreal Engine. A possibilidade de jogar este clássico novamente com a tecnologia atual é algo que a Nintendo já poderia ter pensado, não? Se você é fã de Ocarina of Time e ainda não viu o vídeo, tenha um mini infarto abaixo:

Veja também Gerudo Valley

Além dos templos desafiadores, Ocarina of Time traz interessantes e divertidas side quests e muita interação com os personagens do game.

Gold Skultullas

Ainda criança, Link conhece a família mais rica de Kakariko Village que foi amaldiçoada pelas Gold Skultullas devido a sua ganância. Você pode mata-las para trocar por prêmios – como pedaços de corações ou carteiras maiores para rupes – e salvar gradativamente a família. O bacana é que algumas estão escondidas em templos ou aparecem apenas a noite. Vale explorar todo o universo do jogo em busca delas.

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Biggoron’s Sword

Você pode ter uma espada mais forte que a Master Sword, a Biggoron’s Sword. Inicialmente ela quebra rapidamente com poucas espadadas, mas para que isso não aconteça você deve seguir uma série de trocas de itens e interações com diversos personagens. A side quest começa após falar com Anju, em Kakariko Village.

Happy Mask

Em Castle Town o personagem Happy Mask Salesman pede a Link que ele venda suas máscaras por Hyrule. Após vender todas, você ganha permissão de pegar qualquer máscara emprestada. Cada uma delas, quando usada, leva a reações diferentes dos outros personagens que Link interage.

 

Curiosidades

A polêmica com o Islã

Ocarina of Time foi alvo de diversas reclamações por parte de alguns religiosos por supostamente retratar em algumas dungeons o tradicional símbolo islâmico da lua crescente e a estrela. É possível vê-lo em locais como o Spirit Temple. Além disso, a trilha sonora de Fire Temple nas primeiras versões do jogo trazia uma música que pode ser facilmente associada a uma oração coletiva em árabe. A ideia era mostrar que os Gorons apavorados rezavam pela salvação diante da perspectiva de serem comidos pelo lendário dragão Volvagia. Para aumentar a polêmica, o canto, em inglês, menciona Alá. Veja o vídeo abaixo com a trilha antiga. Para evitar problemas, nas versões seguintes a Nintendo alterou tudo.

Local de pescaria foi acidental

O Fishing Pond em Lake Hilya não estava programado para o game. Esses tipos de mini-games e side quests eram pouco comuns para os jogos da época. O responsável pela criação dos chefes das dungeons, Kazuaki Morita, estava em completa crise de inspiração e não conseguia terminar o Morpha – chefe de Water Temple -, foi então que ele decidiu amenizar o tédio criando um mini game de pesca. Eventualmente ele foi descoberto na ‘vadiagem’, mas a Nintendo adorou a ideia e decidiu adicioná-la ao jogo.

Divertido mimi game não estava previsto no projeto original.

Divertido mimi game não estava previsto no projeto original.

Como pegar a Triforce?

A obsessão dos gamers da época era saber como pegar a triforce. Como muitos sabem, isso não é possível. O curioso é que inicialmente o projeto do jogo previa isso, mas por alguma razão que ninguém conhece a Nintendo retirou essa possibilidade.

trifor

Jogo inteiro no castelo

A ideia inicial de Miyamoto era que o jogo inteiro se passasse todo dentro do castelo de Hyrule, exatamente como ocorre em Super Mario 64. O castelo de Ganon, aliás, teve seu design reaproveitado de Mario 64. Felizmente, Miyamoto desistiu da ideia e decidiu criar um mundo aberto. Ele afirmou ainda que alguns cenários, como a Death Mountain, foram inspirados em locais que ele visitava durante a infância no interior após longas e exaustivas caminhadas. Veja abaixo as imagens.

Ganon castle

Referências ao Super Mario World

No início do jogo, quando Link entra em Hyrule Castle para falar com Zelda pela primeira vez, é possível ver quadros com os personagens do universo Mario como o próprio Mario, Luigi, Peach e Yoshi. Além disso, os personagens Ingo e Talon de Lon Lon Ranch foram inspirados em Mário e Luigi, tanto na aparência como na personalidade. Talon e sua filha Malon – outra moradora do rancho – utilizam pingentes com a imagem do Bownser.

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