Uncharted 4: A Thief’s End é obra prima definitiva de Nathan Drake

Foram longos cinco anos de espaço entre Uncharted 3: Drake’s Deception e Uncharted 4: A Thief’s End, considerada pela Naughty Dog como a última aventura do caçador de recompensas mais querido do PlayStation. Dessa vez o estúdio pôde olhar muito mais à frente, possuindo em mãos todas as ferramentas da nova geração para construir algo grandioso. E claro, a Naughty não decepcionou e implementou algumas ótimas mudanças sem perder a essência que os fãs da franquia adoram.

Quem jogou The Last of Us com certeza percebeu muitas semelhanças na jogabilidade entre o game de 2013 e Uncharted 4. O sistema de cooperação entre personagens se tornou mais constante, assim como a interação entre Nathan e seu irmão Sam Drake ou com a sua esposa Elena Fischer.

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O enredo, por sinal, é o mais bem trabalhado em todos os jogos da série. Aqui, a caça ao tesouro fica em segundo plano. A Naughty Dog focou na relação entre os irmãos Drake. Após anos achando que seu irmão mais velho estava morto, o agora aposentado caçador de tesouros recebe a visita de Sam, que pede sua ajuda para encontrar a fortuna de Henry Avery para salvar a sua pele de assassinos que o ajudaram a fugir da prisão.

O pedido do irmão caiu como uma luva no colo de Nathan. Sem ter grandes aventuras desde o fim dos eventos de Drake’s Deception, o herói mantém uma vida monótona ao lado de Elena. É legal ver o quanto isso afeta o seu casamento com a bela jornalista, não de uma forma ruim, mas por sentir falta das aventuras. Sem saber se deve deixar a sua esposa para se arriscar novamente, Drake vive nesse dilema de sentir novamente a adrenalina do passado e ter a chance de perder a sua vida e tudo que construiu.

Ação na medida certa

Nos outros “Uncharted”, os inimigos apareciam a rodo e o tiroteio vinha de forma muito frenética. Em A Thief’s End, as coisas mudaram um pouco. Você se vê explorando o ambiente aberto que a Naughty Dog criou por mais tempo do que enfrentando os adversários. Os gráficos estão espetaculares e o estúdio lhe chama para conferir por diversas vezes, geralmente quando Sam pergunta a Nathan “olha essa paisagem?”.

A história aqui é o grande centro. Se você jogou Metal Gear Solid V e sentiu falta de ficar minutos assistindo filmes, em A Thief’s End temos isso com muita frequência, o que não quer dizer que o estúdio deixou as características de ação do seu título em segundo plano.

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Os irmãos Drake contam com grandes momentos que fariam até os melhores diretores de Hollywood ficarem com inveja. A sequência na cidade pirata perdida é espetacular e de tirar o fôlego. Os vilões aparecem minados com armas potentes, atirando mísseis e com snipers para atrapalhar bem a nossa vida.

Uma simples – porém enorme – adição foi o gancho para conseguir escalar terrenos mais altos e atingir locais com uma distância maior. Provavelmente esse é o item que mais utilizamos durante todos os capítulo do jogo. A ferramenta deu a Drake uma grande vantagem de exploração, algo que nunca tivemos nos outros games da franquia.

Vale a pena?

A Naughty Dog criou uma grande história para a despedida de Nathan Drake – e talvez da franquia – de Uncharted. A desenvolvedora conseguiu tirar o máximo do poder gráfico e possibilidades de jogabilidade para trazer o melhor jogo da série para os fãs. Mesmo que alguns possam dizer que pegou muitas influências de The Last of Us, não podemos reclamar, né?

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O enredo bem construído do começo ao fim certamente é o grande trunfo de A Thief’s End. As dúvidas e certezas de Drake e todos os personagens envolvidos na busca pelo tesouro de Henry Avery. Em particular, gosto muito do momento em que ele e Elena veem que sentem falta das aventuras e que é no meio de todo o perigo que recuperam a essência do amor entre eles.

O vilão Rafe está longe de ser o melhor da franquia, mas cumpre bem o seu papel. A sequência final é uma das coisas mais lindas já vistas, certamente uma das lutas mais emocionantes da história dos vídeo games. O destaque fica para Nadine. A mulher não perde na pancadaria para ninguém, literalmente.

Veredicto

Uncharted 4: A Thief’s End trouxe tudo o que já conhecíamos da série do PlayStation 3 e adicionou muitas novidades para se tornar o melhor de toda a série, além de ser um final digno para uma franquia que conquistou milhares de fãs em todo o mundo.

Não dá para saber se será realmente o fim das caçadas ao tesouro, mas certamente foi o fim da linha para Nathan, que agora terá muito com o que se preocupar em casa.

A Naughty Dog não mentiu quando afirmou que colocou todo o seu coração para criar a aventura definitiva para o herói mais falastrão do PlayStation.

Com uma história cativante e uma jogabilidade que passou por uma suavização que se encaixou perfeitamente com o poder do PlayStation 4, os jogadores certamente finalizarão os créditos bem satisfeitos com as horas que passaram à frente da televisão para ver qual foi o destino do ladrão.

Nota: 10

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